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O Mundo da Marta

Este é o meu mundo, o meu reflexo, tudo o que faz parte de mim.

O Mundo da Marta

Este é o meu mundo, o meu reflexo, tudo o que faz parte de mim.

Como a borboleta, também eu vou abrir as minhas asas...

Como vos tinha dito antes em Outubro, apenas uns dias antes do meu aniversário finalmente veio a explicação do porquê ter tido os problemas de saúde que tinha nos últimos tempos. 

Não foi fácil aceitar, não foi fácil mudar tudo o que era preciso, ajustar a medicação, mas consegui, e finalmente as minhas análises mostraram a semana passada que as coisas melhoraram bem mais do que era esperado. 

 

E assim tive carta branca para regressar às minhas rotinas e ao meu trabalho.

As mudanças são para manter, há hábitos novos que têm de ser integrados nas rotinas do dia-a-dia no trabalho mas é isso ou ficar pior, por isso a escolha está feita.

Muitas vezes é preciso uma situação assim para abrirmos a pestana, para vermos o que realmente importa. 

E se tivesse sido outra doença rara, que me tirasse a qualidade de vida e os sonhos do futuro? Estaria feliz com a minha vida até agora?

 

É reconfortante perceber que estava em paz comigo e que felizmente dos objectivos que ainda quero alcançar esses ainda serão possíveis mesmo com a CBP. 

A verdade é que me sinto mil vezes melhor, com mais energia, não tenho tido um único problema daqueles que tinham ocupado a minha vida milhares de vezes e por isso estou optimista. 


No entanto, só quem passa por isto sabe que nem sempre é assim.

O simples acto de ter que organizar a medicação metia confusão, os comentários de pessoas que não sabiam e me viam tomar a medicação magoavam... Sim porque tenho que andar com uma caixa com os medicamentos, que até eram mais vitaminas que outra coisa mas as pessoas faziam comentários que não eram simpáticos.

Ter que condicionar a minha vida a isto, levar os medicamentos comigo, ir para fora e levar tudo. 

Responder a questionários clínicos, lidar com a porcaria de sistema de saúde nacional, ser classificada como doente rara... Ir a juntas médicas onde em dois minutos têm que avaliar uma situação que é impossível ser descrita em dois minutos... (fui sempre aprovada mas...todo o sistema nos trata como se fossemos um número não uma pessoa!).

Tudo isto pode levar-nos para lugares muito negros. 

Mas como uma borboleta não nasce com aquelas asas maravilhosas nós também evoluímos face à adversidade. 

 

Segunda-feira regresso, finalmente ao meu conforto de fazer o que mais amo, em que sei sou boa e o que valho, e com ainda mais garra!

Fecho este capítulo e estendo finalmente as minhas asas para voar, certa de que chegarei mais longe e sempre com o meu bando de borboletas para me ajudar. 

E neste período tive a sorte de aprofundar coisas que gosto muito, como a fotografia, passem no Instagram para ver as mais recentes fica aqui uma da minha autoria!

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